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Aqui se abrem não só portas de um mosteiro, que por séculos
pareciam fechadas, mas se desvela um estilo de vida e concretamente
um caso de adesão livre a uma radicalidade feliz e serena.
A
história corre fluente na simplicidade da escrita e na amabilidade
da interpelação espiritual dirigida ao leitor. Atravessa esta
experiência muito personalizada uma contemporaneidade que aproximará
muitos corações do percurso exposto.
A
centralidade e o primado de Deus, requeridos a qualquer cristão,
assumem na vida contemplativa uma resposta radical, dada a opção
preferencial pelo silêncio e pela oração.
Há um particular realce nesta obra ao modo de encarar a crueldade do
sofrimento. A reacção cristã, contada na primeira pessoa, irmana o
leitor e questiona muitos comportamentos que facilmente nos movem em
situações semelhantes.
Que esta sugestiva e atraente narrativa leve muitas pessoas a
interrogar-se sobre o sentido profundo da sua vida.
D. Carlos A. Moreira Azevedo
Bispo auxiliar de Lisboa
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